quarta-feira, 20 de junho de 2018

Nose Art - A história por trás das guerras

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) não viu apenas as inovações tecnológicas dos aviões que foram usados no conflito. Outro aspecto da cultura militar começava a se destacar: a ''nose art'' —pinturas decorativas feitas na fuselagem, especificamente no ''nariz'' das aeronaves de guerra (por isso o nome ''arte de nariz''). Eram imagens de pin-ups, bocas de tubarão, personagens de quadrinhos, entre outras referências.
A personalização dos aviões tinha várias funções, como trazer sorte, identificar aliados e distrair os inimigos, mas também era uma forma de amenizar o clima pesado da guerra e aumentar o moral dos pilotos.
Pilotos italianos e alemães são apontados como pioneiros da ''nose art'', decorando seus aviões monomotores já em 1913. A prática foi se espalhando, mas foi na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que ela se popularizou, especialmente com o fim das restrições a esse tipo de prática pelas Forças Armadas norte-americanas. A partir deste período, chamado de “a era de ouro da nose art”, as pinturas passaram a refletir características da sociedade.
Pin-ups —mulheres bonitas em poses sensuais— e tubarões estavam entre os desenhos preferidos dos pilotos. No caso das mulheres, essas ilustrações reforçavam a presença feminina num ambiente dominado por homens e também mostravam o ideal de mulher que os solados esperavam encontrar na tão sonhada volta para casa. As imagens das pin-ups iam de ternas às mais erotizadas.
Já os pilotos britânicos e alemães foram os primeiros a usar a imagem de tubarões na 1ª Guerra Mundial. Nessa época, o tom dado pelo tubarão era mais de humor do que de ameaça. Só na Segunda Guerra é que o tubarão com seus enormes dentes passou a ser usado para intimidar os inimigos.
Após a Segunda Guerra a ''nose arte'' perdeu um pouco o seu espaço, retornando depois na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã. Em ambas, os aviões eram personalizados num tom mais político.

Veja algumas imagens:
B-25 Mitchell

O B-25 Mitchell é um bombardeiro médio bimotor dos Estados Unidos, considerado um clássico da Segunda Guerra Mundial. Aqui ele aparece decorado com o desenho de uma pin-up.
 Bombardeiro norte-americano
A decoração de tubarões foi muito popular nos aviões nos anos 1940 e 1950. A foto abaixo mostra um bombardeiro norte-americano decorado com uma boca de tubarão, em 1943, antes de decolar de uma base na China para bombardear o Japão.
Bombardeiro B-17 apelidado de ''Piccadilly Princess''
O avião, construído pela Boeing e chamado de “Fortaleza Voadora” (Flying Fortress), também foi usado na Segunda Guerra Mundial pelos Estados Unidos.
Bombardeiro B-24 Liberator
Desenho de pin-up decorando um bombardeiro B-24 Liberator, em 1945. Este foi o modelo de bombardeiro mais produzido pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), muito usado inclusive pelos Aliados.
Boeing KC-135
O Boeing KC-135 ''Stratotanker'' é uma aeronave quadrimotora americana de reabastecimento aéreo que está na ativa desde 1957. Nesta foto, na base área de Andrews, em Maryland, nos EUA, um desses modelos aparece decorado com um desenho de pin-up.
The Pink Lady
O bombardeiro B-17, apelidado de The Pink Lady, foi usado na Europa pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial e ficou em uso até 2010. Foi um dos mais antigos bombardeiros usados no conflito a sair de circulação.
SPAD S.XIII
O avião de caça francês traz um cavalo estampado em sua fuselagem. Estima-se que a imagem seja de 1918.
Boeing B-29
Até os anões da Branca de Neve foram parar nos aviões. O Boeing B-29, avião militar usado na Segunda Guerra Mundial e na Guerra da Coreia pela Força Aérea dos Estados Unidos.
Bell AH-1 Cobra
Helicóptero Bell AH-1 Cobra, de 1967, exposto no Museu de Aviação de New Jersey

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Royal Enfield Pegasus 2018

A Royal Enfield lançou a edição especial Pegasus, baseada na Classic 500, a, com mil unidades, que remete à Flying Flea, uma motocicleta de 125cc que a montadora produziu dos anos 30 até os 60, especialmente na década de 40, para atuar na Segunda Guerra Mundial. O equipamento da época era muito leve e utilizado para ser lançado de aviões em paraquedas, especialmente no Dia D.

Para criar a moto, a montadora indiana pesquisou livros de história do modelo e pediu ajuda ao Regimento de Paraquedistas do Exército Britânico para compor a estética do modelo. “Foi muito importante trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Defesa em um projeto que a colaboração foi grande”, diz Mark Wells, da Royal Enfield Estratégia Global de Produto e Design Industrial.

Baseado na Classic 500, a edição Pegasus tem um emblema Pegasus marrom e azul, a insígnia oficial do Regimento de Paraquedas e um número de série único no tanque. As marcações pintadas são baseadas em um modelo genuíno da Segunda Guerra Mundial, incluindo a faixa amarela no cárter que aponta o centro de massa para a fixação no transporte de avião. Alça de couro com fivelas de latão envolvem o filtro de ar pnado em preto assim como escapamento, rodas, pedais e proteção do farol. A edição limitada tem anda alforges de lona de estilo militar estampados com o logotipo da Pegasus, além de outros acessórios temáticos.

terça-feira, 22 de maio de 2018

LE MC Brasil

A sigla LEMC foi criada para identificar moto clubes formados por “Agentes de Segurança”, a história surgiu em meados dos anos 90 e tinha como objetivo contrapor os chamados motoclubes 1%er ou “Outlaws” (Foras da Lei). O termo 1%er remonta ao evento Gypsy Tour organizado pela AMA (American Motorcyclist Association) nos Estados Unidos entre os dias 3 e 6 de julho de 1947, em Hollister, na Califórnia. Na ocasião motociclistas vindos de várias partes do país acabaram provocando um grande tumulto na cidade.
A AMA a fim de minimizar os efeitos negativos fez a histórica declaração de que “99% dos motociclistas são cidadãos respeitadores da lei”, com efeito os moto clubes intitulados outlaws passaram a utilizar o 1%er como autoafirmação da condição de “Fora da Lei”.
Nos dias atuais o termo 1%er tem sido utilizado por Moto Clubes outlaws, mas também pode significar que se trata de um clube tradicional e seguidor da cultura “biker”. Alguns LEMC's do Brasil:



sexta-feira, 18 de maio de 2018

TOP 5: Carros para o casamento real

Às vésperas do casamento Real, selecionamos 5 carruagens dignas de um evento como este, alguns são possíveis já outros só em filmes...

1- Rolls-Royce Phantom VI Landaulet 1977

2- Aston MartinDB6 Mk I Volante 1967

3- Lincoln Continental 1963 

4- Jaguar Mark V 1951

5- Nautilus

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